quinta, 23 de março de 2017

Por vezes sei que te escondi por debaixo do que não senti


Sinto o aroma pelo ar,

de todos os dias se carrega um pouco mais,

um outro tanto,

uma sonhadora miragem que se envolve na seiva bruta que se carrega,

dá-me um certo limiar de liberdade,

conforta-me...

porque não permito que se vá,

mas atormento-me porque me vou,

porque não permito que se esfume,

e por isso me mantenho...

de pedaço em pedaço,

até ao vazio solitário de perecer nas ondas leves envolventes,

de uma certa intelectualidade que se diz ferrenha de estados enevoados,

desama-se aquele que se não ama,

mas quere-se,

quere-se como se fosse ontem,

do amor que se constrói, áquele que se perde...

 

na memória das imagens,

um outro luar que encantar...


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