Loucura - Serei, Fui ou Sou - Será que sim, Talvez não - Deixo-me pensar nisso

Postado por Joao Almeida em 07/04/2017 18:15:02

I

Será a loucura o extase do humano?

onde se re-conhece e re-transforma o de louco, transbordante, por de dentro a fora, e de fora a dentro,

a sós, proveniente da relação,

num constante regresso e via de progresso,

um bilhete de ida e um outro de volta,

um meio de se conhecer e aceitar o louco, que o há, em nós,

sem medos,

ansiedades,

ou angústias,

que se venha a conhecer o louco de nós,

num café,

a cigarros,

ou pelas drogas,

seja de conhecimento,

do que seja,

o encontro entre a memória e o começo régio do conhecimento novo que se produz,

um encontro entre-cruzado, onde de complementam perspectivas e se intrincam novos conhecimentos,

um momento tornado e quebrado em infinitos momentos,

que se reúnem e estabelecem,

ora de uma outra forma,

ora com um outro conteúdo,

simbolização que se sente, e que se objectiva, numa relativização cada vez mais profunda e consciente,

do que se é,

e principalmente do que não se é...

Será a via da loucura a ponte régia entre o ser, estar e conviver em relação,

que o venha,

o louco de nós,

tal como se apresenta connosco a sós.

 

II

Tal como sim,

Talvez se venda, ou se apreenda, o mundo tal como o é,

que de sonhador, a salteador de interiores,

explorador de túmulos e sacrófagos,

o que sente e não se lhe mente,

será aquele que de consciente se entrega a corpo, e alma a si próprio,

onde se conhecendo,

se permitirá conhecer o próximo.

 

III

É sempre uma viagem, com lugar de ida,

ou lugar de numa ida, um lugar que se obtém, ou já obtido,

o que será, ou foi, e poderá ser,

tornar-se claro aos olhos de quem não se vê,

e não foi visto,

várias resoluções,

por de entre variávies,

às há dependentes e independentes,

mas sem nunca precisar esse lado louco, o que se tenta explicar, e quase nunca se lho obtém,

porque se transforma, e muta, de mudo a inaudível,

de inesperado e incalculado,

processos que se criam,

desde re-criados, um pouco mais longe,

que de perto o ignóbil se ousa re-criar,

ou o criativo se re-inventar,

desse lugar (des)conhecido,

à cruzada interior desse troço sonhado.

 

IV

Será então bastante apreensível e deduzível,

em um outro português,

um pontapé no cú, o qual permite a largada do Eu,

e os tomates para a coragem de se explorar,

à loucura,

à nossa sanidade,

a dualidade,

que permite a realidade.

 

 

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