Sou verdadeiro, e de falso a verdadeiro, e de verdadeiro a falso...

O manto que cobre aquilo que não se quer ver

Postado por Joao Almeida em 18/07/2017 11:15:02

Por medo, por um sentimento de impotência, incompreensão, 

por um sentimento de perda, escrutinio do medo de morte, ou de viver,

pelo medo dessa morte, o medo que algum persiga, o medo de ser perseguido,

um estalo paranóico que tolda a irrealidade e molda a realidade surreal,

onde o perseguido é perseguidor, de si mesmo, e mesmo sem o saber, persegue-se, até perecer,

que perecer?

o da alma, o estar perdido, a raiva incontrolada que nao sabe gerir dentro de si,

essa raiva, a raiva narcisica, a raiva de nao ter sido amado, e a representação disso mesmo, guardada em si, 

essa representação silenciosa que cresce como um cancro, ou o cancro da alma, da mente, das funções cerebrais, porra para as regiões cerebrais,

sofro porque me sinto perseguido, e sabem porquê? Não que o meu cérebro se tenha desenvolvido, ou não, mas porque sinto, e fui mualtratado em pequeno,

e por tal, por não ter conseguido gerir isso dentro de mim, por não ter conseguido nomear quem me maltratava tive de repartir isso dentro da minha mente, o bom, que guardo em mim, e o mau, fora de mim,

Aqui, faço aquilo que se espera de um belo paranóico, meto-o fora de mim e deixo-o correr atrás de mim,

mas antes disso... ponho uma trela no meu pescoço e entrego-lhe a trela, fazendo-me dependente desse medo, ou melhor, dependente da minha inércia, da minha impotência, do meu medo, 

emtão fecho-me na minha grandiosidade, ou na minha solidão, ou no meu isolamento, ou psicotizo, passo para o outro lado, enliuqueço,

talvez ai vá a um café e fume uns cigarros e diga uma história amalucada do que todos se riam e achem piada, mas por amor de deus, isso não existe,

que se poupe o louco às loucuras, 

que se lhe retirem os delirios, 

que se lhe retire o medo de morte, de morrer e de ser morto,

porque decerto, numa certeza infinita mais que sabida,

a trela só se põe se o sujeito deixar que ela seja posta,

sendo que só se tira, e se tira, se o mesmo sujeito a retirar de si mesmo,

mas para isso? 

reconheça-se que se tem a dor do sofrimento, a dor da solidão,

a dor de morte,

de sozinho ficar,

e pouco saber elaborar...

Mas que se traga à vida, 

que se traga em vida,

que se deixe viver,

que se deixa respirar a criança perdida e abandonada,

havaerá algo mais perturbador que a criança perdida e abandonada dentro de si próprio?

Aquela que realmente está atormentada e que realmente atormenta, 

que não sinta culpa, que culpa teve de ser maltratada? a bom rigor... que se fodam os eufemismos, a culpa do pai, a culpa da mãe, a culpa de quem devia ter olhado e não olhou,

e a raiva que essa criança sente,

e a raiva e o ódio que proliferam através dessa criança,

que se reconhece no nome que a própria carrega,

que a própria consome, e se deixa consumir,

se realmente foi assim? foi, foi assim,

e a criança lá se esconde,

esconde sob o manto protector do que disse em cima,

sob o manto protector da represnetação má que decai sobre o outro,

que raio? 

o raio a mata e vai matando, as descargas impulsivas que a prórpria criança rouba de si própria, e decai sobre si própria,

volto a perguntar? que culpa tem a criança da negligência dos pais? rigorosamente nenhuma,

negligência emocional, de não saberem ser pais, de lhes faltar essa mesma competência...

e isso, 

isso sim, é enlouquecedor,

mas...

no fundo,

por detrás dessa raiva, dessa possivel alienação, dessa possivel esquizofrenia, dessa possivel zero ou breakdown mental,

sabem o que está? querem saber?

o ódio que consumiu o amor,

e o amor que foi consumido pelo ódio, isso sim,

essa amor, 

essas partes vivas,

serão aquelas pelas quais se tem que lutar,

que se lixem mais ao positivismo,

que se olhe ao sofrimento, a revivência dessas partes mortas,

essas sim, essas partes mortas serão aquelas pelas quais vale a pena lutar,

sem medos,

sem receios,

sem merdas,

sem medo de voltar a ser amado...

 

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Paranóia amor relação