As Pessoas Tóxicas

Postado por Estefânia Barroso em 05/07/2017 16:15:03

As pessoas tóxicas…

Há um tipo de pessoas no mundo que me incomoda e que me faz ter sentimentos dúbios em relação a elas: por um lado uma raiva por serem quem são e por me incomodarem quando estão perto de mim. Por outro lado, uma pena imensa, por serem pessoas tão pobres e tristes. Dou-lhes o nome de pessoas tóxicas.

Falo daquelas pessoas que passam a vida a julgar os outros e a condená-los pelos seus erros. Gente que vive de dedo em riste, apontando o erro ao outro. Quanto a mim, quem muito julga, muito esconde. Esconde os seus erros, esconde as suas fragilidades, escondo o seu mau estar, esconde a sua infelicidade.

Ora, como gosto de fazer serviço público, analisemos o perfil dessas pessoas “tóxicas” para mais facilmente as reconhecermos e podermos fugir delas.

 À partida serão sempre pessoas que tentam relacionar-se com muita gente, conhecer este mundo e o outro, sendo, num primeiro momento, prestáveis, muito presentes e preocupadas com tudo e todos. Isto porque procuram, acima de tudo, a aceitação e o elogio fácil que as fará sentir seres superiores. Por isso são pessoas que colecionam “amigos” no facebook na caça do maior número de “likes”. Isso fá-las-á sentir-se pessoas amadas e acarinhadas algo que elas, no geral, não sentem.  É óbvio que estamos a falar de sentimentos tão verdadeiros quanto o possam ser as relações via redes sociais. E o que as torna pessoas tóxicas é também resultado desta situação. É que, cedo ou tarde, irão perceber que têm uma vida vazia de sentimentos bons e verdadeiros, vazia do que se designa por verdadeira amizade (se só se recebe o que se dá… como se pode procurar sentimentos verdadeiros quando nem nós o somos?) Resultado? não conseguem ser felizes. Resultado número dois? Infernizam a vida daqueles que lhes parecem ser felizes!

Outra característica que pode ser apontada é o facto de serem pessoas que tentam ser excelentes em tudo! Então, e isso é mau? É melhor ser desmazelado? Claro que não é melhor. Mas as pessoas tóxicas são competitivas para lá do que é considerado saudável. Têm de se sentir as melhores nas suas atividades. No trabalho fazem de tudo para cumprir com os seus deveres mas sempre à procura (e apenas por isso o fazem) do elogio à sua pessoa e ao seu trabalho. Se isso não for suficiente, são capazes de prejudicar o colega do lado apenas para sentirem que fizeram mais e melhor. São a graxa que dá brilho no sapato do chefe ou do patrão.

Terceira característica: na vida social, também têm um comportamento pouco adequado. Elas têm de ser excelentes em tudo. No desporto têm de ser quem chega primeiro, quem tem mais força, quem coloca mais peso às costas, quem salta mais alto. Tudo fazem para receber um olhar de admiração. E, por difícil que seja entender, são pessoas que entram em competição com todos. Até com os seus próprios familiares. É claro que, na versão deles, serão sempre as vítimas: as colegas de trabalho são péssimas; a família não poderia ser pior; os amigos passam depressa a “melhores amigos” e depressa passam a “gente que não merece nada”. A crítica é o modo de estar habitual nestas pessoas tóxicas (e esta será uma quarta característica). Toda a gente tem defeitos enormes. Toda a gente tem comportamentos reprováveis. Toda a gente está errada menos elas. Conseguem, numa autoestrada ver toda a gente a seguir para norte, enquanto eles seguem para sul. Mas quem está correto são eles.

São pessoas que nos fazem passar rapidamente “de bestiais a bestas”. O modo de vida destas pessoas passa por dois momentos: o elogio graxista e falso daqueles que são considerados amigos naquele momento. E o achincalhar dos restantes, ou dos que deixaram de ser amigos. Sobretudo o achincalhar e o criticar de todos aqueles que possam dar a ideia que poderão provocar sombra a estes deuses com pés de barro. Tudo isto cria um imenso mau estar nos ambientes em que os tóxicos se movem. O mau estar deles corrói tudo, os bons sentimentos e as ondas positivas, deixando apenas o mesmo mau ambiente em que eles, habitualmente, se movem. São tóxicos. Destroem tudo em que tocam. E a que se deve isso? Quanto a mim, a apenas um pequeníssimo pormenor: são pessoas com uma autoestima do tamanho de uma ervilha. Pessoas inseguras. Pessoas que se sentem mal no mundo que têm, na vida que levam. Por isso referia, no início, que chego a ter pena destas pessoas. Pena de toda esta toxicidade que destrói tudo em que tocam. Pena por não conseguirem descobrir o valor da verdadeira amizade. Pena por viverem eternamente insatisfeitas com o que têm.

E que posso concluir? Nada. Como diria uma amiga minha: “Deixá-los viver, para castigo!”. E aos tóxicos é o que lhes resta fazer: viver, existir e persistir neste mundo. Feios nos sentimentos, amargurados na sua forma de ser, sem nada de realmente verdadeiro e positivo a que se possam agarrar. Se posso dar um conselho será: fujam destes “ativos tóxicos”. Uma maçã podre estraga uma saca inteira de maçãs sãs. As pessoas tóxicas são assim. Estragam! Sugam a felicidade e o bem-estar daqueles com que se relacionam.

Reconheceram pessoas do vosso “entourage”? Um conselho: fujam delas.

 

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