Paixão:

Combustível dos poetas e dos loucos

Postado por Luíza Maira Silva em 24/07/2017 15:15:02

A paixão é o combustível do poeta.

Da última paixão que vivi, gastei tudo.

Chorei, sorri, gritei, trepei, fumei até a última ponta.

Bebi até a última gota.

Não sobrou nada.

Quero, para preservar o meu legado de bons escritos, uma paixão nova, nos moldes antigos:

Como a dor e o gozo 

O desespero (da saudade de preferência)

E o alívio do reencontro dos corpos

A insanidade rondando o equilíbrio

O equilíbrio ludibriado, ingênuo, pela insanidade

Mensagens confusas de madrugada, por consequência de possíveis encontros oníricos

Pés descalços na chuva

Presepada! Toda a presepada possível!

Uma ou duas cenas

Eu prometo que finjo que acredito e até participo!

Planos que não vingarão  

Minhas músicas? Estrague todas! Elas se recuperarão e eu também.

Noites inteiras preenchidas por sons de corpos em brasa, músicas, risos, guerra e paz por fim.

Sua ausência: torpor.

Minha ausência: torpor.

E quando a paixão me arremeter impiedosamente ao caos, arremato eu as poesias que a caneta outrora não quis escrever. 

Por fim, paixão por paixão, o poeta e o objeto do seu desejo momentâneo arrebatam para uma eternidade súbita.

Agora me diz (ao pé do ouvido): é pedir muito?

 

 

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