Asneiras Poéticas

Devaneios em névoas

Postado por Luíza Maira Silva em 12/11/2017 17:31:03

Minha paixão é totalitária 

Me consome até a última ponta 

Queimando os meus lábios 

Me subtraindo as palavras 

Dedilhando entre minhas pernas 

A melodia ainda desconhecida por pessoas rasas

Os Deuses me conceberam com fogo 

E como já dizia o ditado: 

Quem com fogo ama 

Com fogo será amado  

Se chamas atravessam minhas entranhas 

O tíbio não apetece paixão tamanha 

E não lhe é apetecível tais chamas 

Porque ignora a paixão tórrida que habita o fundo de sua mente puritana   

Fujo de gente morna 

Porque sou poeta 

E a paixão é o combustível da inspiração 

As palavras que saem da minha boca e do meu punho esquerdo   

São tão somente o clímax da arte nua em pleno orgasmo ávido   

O poeta, em sua humilde função de proporcionar ao leitor pequenas fugas, 

é a indecorosa mão debaixo da saia da Monalisa 

E o seu sorriso misterioso é a poesia indecifrável do sagrado feminino.

 

 

     

 

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