O Adicto das postagens

Uma observação particular sobre o povo que não vive

Postado por Marisol Drummond em 20/10/2017 10:33:09

“Uau. Gostei, amei”. Reações. Rápidas, instantâneas. Afinal, tem que ser. Quanta coisa pra ver, o feed tá lotado, muitas histórias pra assistir, muitos perfis no “explorar”. Uma geração de likes de quem não se curte. Um “hoooo” pela tela, ainda que a boca esteja fechada. Um “gostei/amei” dado na foto da “amiga (o)”, viciada (o) por curtidas, que sai desesperadamente aceitando/solicitando o cachorro, o papagaio e o jabuti (ainda vou escrever sobre essa coisa bacana chamada Amizade, a de verdade). O tamanho da exposição é o tamanho do buraco (era vazio, mas eu sou dramática). Toques e mais toques no celular/notebook, o dia todo, a noite, a madrugada. A vida passa e o adicto em rede social apenas passa por ela. E rápido, rápido porque já tem um grupo que brigou com outro grupo, que vai montar um grupo com pessoas que saíram do grupo, porque não suportavam as pessoas do outro grupo... Hã???

 Uma platéia isolada, de apenas um, num canto da casa. Interessante essa figura como um quarto macaco, que não vê, não fala, não ouve e não pensa, mas compartilha, não importa o conteúdo, repetido, chato, desatualizado. “Qual é a senha?”, “Tem wifi?”, “Tem tomada?”

 

Às vezes penso que estou exigente demais, crítica demais, observadora demais... mas demais mesmo é esse exagero de exageros, mais do mesmo sempre, quanto pior melhor. E a vida passa...

 

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