Sobre laços e pessoas

Um ano balanceado por pontos sem nó

Postado por Juliana Souza em 29/12/2017 08:18:02

 

Definitivamente, 2017 foi o ano dos laços feitos, desfeitos, rompidos e estreitados. 
O ano que reencontrei velhos amigos e retomei amizades que jamais acreditei que voltariam. Foi emocionante.
Aproximei-me ainda mais de pessoas queridas, tanto nos momentos fáceis, quanto nos difíceis.
Reencontrei pessoas do passado, o que me rendeu as sensações mais bizarras e os sentimentos mais indefinidos.
Concluí que estas mesmas pessoas não eram parte de mim, pelo menos não como imaginei. Mas isso não impede que meu sentimento por elas diminua ou mude.
Foi um ano de confirmações...
Constatei que algumas coisas “mal resolvidas” perpetuarão como tal, e que a mim cabe seguir em frente, apesar da lembrança, do vazio e da saudade. Isso é triste, mas eu aceito.
Como todo ano, tive decepções e algumas pessoas que antes julgava indispensáveis, fiz questão em dispensá-las pessoalmente , enquanto algumas fizeram o serviço por mim. Obrigada.
Foi o ano que literalmente não levei desaforo pra casa e,com maturidade ou não, reagi na mesma proporção das humilhações e abusos sofridos. Não se trata de vingança, mas de muita refutação. Trata-se de não usar a própria dignidade como moeda de troca.Trata-se de saber a diferença entre o negociável e o inegociável.
Falei o que queria e, obviamente, ouvi o que não queria. Não aguentei, não sou mais a mesma. A estafa causada pelos estresses passados deixou cicatrizes profundas em mim, mas me rendeu um fortalecimento e astúcia que eu não troco por nada nessa vida.
Hoje, eu escolho o que devo aturar, ou não.
Briguei porque precisava. E os “Nãos” que respondi foram por sobrevivência, ou amor próprio, entenda como quiser.
Aprendi a me defender sem ficar na defensiva. Protejo-me, porém não me privo da liberdade conquistada. Ponho a armadura e sorrio. Luto e descanso.
Vi que não preciso fechar nenhuma porta. Entra quem quer, fica quem eu decido, ou quem decide ficar.
Alguns eu amaria que permanecessem, mas eles precisam ir.
Não abro lacunas só porque o futuro é incerto, deixo em haver, mas não deixo de viver. E alguns, se voltarem, ficarei imensamente feliz.
Algumas coisas o tempo reprisa, outras o tempo elimina.
É sempre assim.
Mas a diferença é que esse ano eu me permiti participar do processo. Acompanhei e vivi cada momento. 
O ano (a vida) começa a funcionar quando nos permitimos viver, quando aceitamos as dificuldades a fim de solucionar cada problema que nos cruza o caminho. Então, chego à conclusão de que o ano velho é sempre melhor, pois o hoje é a única garantia que temos. E para que o amanhã exista, precisamos construir um HOJE cada vez melhor, dando o nosso melhor e deixando o nosso melhor.
O que me deixa mais feliz, é lançar o olhar para o todo e AGRADECER.
Consegui usufruir o máximo possível. Então eu vivi.
Feliz ano novo.

 

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