E se eu morresse?

Postado por Daniel Gomes em 01/11/2014 09:15:02

 

O fato é que, nós vamos morrer! Mas ninguém está preparado para isto, ainda que muitos digam que saibam e tenham consciência disto, quando realmente é chegada a hora todos se desesperam. Mas a minha concepção de morte tem uma definição um pouco mais “bela” ou pelo menos reflexiva. A morte precoce por si só é uma consequência de uma atitude impensada, muito raramente acidente ou doença.

 

Imagine agora que neste exato momento você estivesse em casa e aos poucos sua vista começasse a ficar turva, escurecendo aos poucos, você acharia que poderia se tratar de um breve sono, ou na pior das hipóteses acreditaria que estaria ficando cego, mas ai seu ar começa a lhe faltar, sua respiração parece ficar mais lenta e a dificuldade fazer com que seus pulmões bombeiem mais ar parece inútil é como se você estivesse ensinando-o a respirar (agoniante para quem tem asma), sua musculatura aos poucos enfraquecendo, parece relembrar os momentos de domingo, quando lutamos para se levantar da cama, mas você sente algo diferente. Suas mãos são quase impossibilitadas de mexer, você as olha por um segundo antes que sua vista se detenha para fechar, mas só consegue mexer a cabeça e tão levemente. Seu coração que batia, agora aos poucos começa a bombear menos sangue pelo seu corpo e em um ritmo lento que parece o toque sútil daquelas músicas de Enya (cantos gregorianos), é até meio dramático, mas talvez seja até o momento. E enquanto tudo isto acontece, a cada perda de sentido e movimento em sua mente, todo último movimento ali feito te traz uma lembrança de sua vida, e em questão de segundos você consegue vislumbrar toda sua vida, tipo uma edição automática do google drive, que seleciona os melhores momentos, ou prefiro acreditar os momentos que você mais esteve perto de DEUS. Aqueles momentos alegres, simbólicos, talvez até simples, mas que você nem soube atentar-se à eles naquele momento, e hoje, você sente vontade de ter o poder de voltar no tempo, e quem sabe mudar toda sua história, não para a morte, mas para passar mais tempo com aquela pessoa. E por falar naquela pessoa, você imagina o que os outros estarão fazendo naquele momento. Ou “melhor”, o que se passa no coração deles. Para alguns o gesto mais simbólico e talvez o que mais represente o último adeus, seja a lágrima. Não pelo fato do sentimento em si, mas uma coisa que demonstra o que se passa ao coração! Devo dizer que de fato é. Mas gostaria de lhes conceder uma nobre reflexão.

Se ao invés de chorar pelo ente ou amigo que se vai, nos propuséssemos a viver algumas das filosofias ou pelo menos em memória dele vivêssemos um dia como ele viveu. Eu sou evangélico e digo isto, porque todas as vezes que nos reunimos na igreja o intuito é de relembrar o sacrifício e a vida que Jesus Cristo viveu aqui na terra. Quando proponho esta reflexão, quero indagar a seguinte questão, estamos realmente tratando a morte como ela realmente é? Ou simplesmente deixamos que isto seja mais um acontecimento “contemporâneo”?

A bíblia é muito clara quando nos passa uma lição, aliás a única lição que ela nos passa é que devemos seguir os passos de Cristo Jesus. Que devemos guardar o nosso coração para o bem, e a nossa língua se resguardar de falar promiscuidade e perversidade.

O triste fato da morte é a perda física de alguém que gostaríamos que estivesse conosco até o fim de nossos dias. Por isso, além de tentarmos viver um dia como este alguém, devemos ser atenciosos para com todos. Parece clichê esta frase, mas ela se adequa a realidade de tudo, não deixe para fazer amanhã o que se pode fazer hoje.

A proposta de indagação da morte se justifica na intenção de auto reflexão. Se mostrar atento aos seus atos desde o começo de seu próprio entendimento até hoje. Buscar uma maneira de pesar nossas atitudes e consequencias. 

Eu não sei quando iremos morrer, muito menos o que devemos fazer quando a morte chegar. Mas eu sei que, devemos viver uma vida com sabedoria, com escolhas as vezes um pouco loucas ou mesmo por curiosidade, afinal, também temos que aprender com os nossos erros. Em teoria parece ser fácil tudo isto que eu digo, mas, ao menos a tentativa é que nos faz aprender cada dia mais. E acima de tudo isso, Jesus te ama.

 

 

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