redacao @ hierophant.com.br sexta, 24 de outubro de 2014

A História dos Quadrinhos no Brasil


nho quimOs quadrinhos no Brasil possuem uma longa história, que remonta ao século XIX.
Com o trabalho pioneiro de Angelo Agostini que criou uma tradição de introduzir desenhos com temas de sátira política e social (as conhecidas charges) nas
publicações jornalísticas e populares brasileiras.
Entre seus personagens populares estavam o "Zé Caipora" e Nhô-Quin" (1869).
Em 1905 surgiu a revista O Tico Tico, considerada a primeira revista de quadrinhos do Brasil.
Em 1939 foi lançada a revista O Gibi, nome que se tornaria sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil.
O cartunista Belmonte, criador do Juca Pato continuando com a tradição dos cartuns e charges.
Em 1942 surgiu o Amigo da Onça, célebre personagem que aparecia na revista jornalística O Cruzeiro.
Nos anos 1950, novos quadrinistas brasileiros que apareciam não conseguiam trabalhar com personagens próprios por resistência dos editores.
Em 1952, a Editora Abril adotou o formatinho, formato que gradualmente se tornou padrão em publicações brasileiras de histórias em quadrinhos
Nos anos 1950 surgiram também os primeiros trabalhos independentes de Carlos Zéfiro, autor dos Catecismos (quadrinhos eróticos).
Em 1960 uma revista em quadrinhos com personagens e temas brasileiros.
O Pererê com texto e ilustrações de Ziraldo. O personagem principal era um saci e não raro suas aventuras tinham um fundo ecológico ou educacional.
O cartunista Henfil continuou com a tradição da "tira"com seus personagens contestadores Graúna e Os Fradinhos.
Os quadrinhos de super-heróis tiveram vários personagens brasileiros lançados em revista nessa época: Capitão 7 (mistura de Flash Gordon com Super-Homem), Escorpião (cópia do Fantasma) e Raio Negro (baseado no Lanterna Verde da Era de Prata com o visual do Cíclope do X-Men).
"O Anjo", desenhado por Flávio Colin, citado como o melhor desenhista brasileiro.
Com o golpe militar houve uma nova onda de moralismo que bateu de frente com os quadrinhos. Em compensação, esse movimento inspirou publicações jornalísticas cheias de charges como O Pasquim que, embora perseguido pela censura, criticavam a ditadura incansavelmente.
A Editora EDREL (Editora de Revistas e Livro) fundada por Minami Keizi em 1967,foi pioneira no estilo mangá no país, isso quando o estilo ainda não havia se tornado febre, artistas como o próprio Keizi e Claudio Seto desenhavam no estilo, na época o estilo era considerado estranho e por isso, os artistas tiveram que segue padrões norte-americanos ou europeu.
A encomenda a Pedro Anísio e Eduardo Baron, um herói nacional, O Judoka.
Nos anos 1970 os quadrinhos infantis no país predominaram, com o Maurício de Souza.
Nos anos 1980 o trabalho artístico de vários quadrinistas brasileiros, tais como Angeli, Glauco e Laerte, que vieram ajudar a estabelecer os quadrinhos underground no Brasil.
Os três cartunistas produziram em conjunto as aventuras de Los Três Amigos (sátira western com temáticas brasileiras) e separados renderam personagens como Rê Bordosa, Geraldão e Overman e Piratas do Tietê.
Mais tarde juntou-se a "Los Três Amigos" o quadrinista gaúcho Adão Iturrusgarai.
A Folha também publica tiras de Caco Galhardo (Pescoçudos) e Fernando Gonsales) (Níquel Náusea).
Muitas publicações independentes(fanzines)começaram a circular,aproveitando o boom  das HQs no país em meados dos anos 1980,causado pelo sucesso da importação da produção internacional do material
inovador que dera forma a chamada Era de Bronze dos quadrinhos.
Uma dessas publicações de grande sucesso foi o fanzine SAGA, que inovou na época, ao trazer impressão em profissional e capas coloridas,coisa totalmente anormal,para um fanzine,
que por regra era feito em copiadoras comuns.
Alexandre Jurkevicius e seu personagem Peralta, A. Librandi atua na área de promoção e Walter Junior continua ilustrando.
Publicado as aventuras de Leão Negro, de Cynthia e Ofeliano de Almeida, divididas em tiras do jornal O Globo, um álbum publicado no Brasil e em Portugal e revistas e fanzines especializados.
anos 1990.
A História em Quadrinhos no Brasil ganhou impulso com a realização da 1.a e 2.a Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro em 1991 e 1993, e a 3.a em 1997 em Belo Horizonte. Estes eventos, realizado em grande número dos centros culturais da cidade, em cada versão contou com público de algumas dezenas de milhares de pessoas, com a presença de inúmeros quadrinistas internacionais e praticamente todos os grandes nomes nacionais, exposições cenografadas, debates, filmes,
cursos, RPG e todos os tipos de atividades. Em 1995, a Editora Abril Jovem, sob a direção editorial de Elizabeth Del Fiore, assina contrato com os ilustradores Jóta e Sany, autores do gibi Turma do Barulho, cujo universo, diagramação e o design das personagens, inovavam em relação aos outros personagens da época.
Através de uma linguagem irreverente, Toby, Babi, Milu, Kid Bestão, Bobi, entre outros, viviam aventuras dentro de um ambiente escolar longe de ser politicamente correto, onde os roteiros eram desenvolvidos a partir da idéia O humor pelo humor.O gibi Turma do Barulho foi um dos lançamentos que mais permaneceu no mercado naquele período, sendo publicado pela Abril Jovem e logo em seguida pela Press Editora. Apesar do sucesso, não se sabe até hoje por que os autores pararam de publicar, retornando para as atividades como autores e ilustradores de livros infantis.
Século XXI.
No fim da década de 1990 e começo do século XXI, surgiram na internet diversas histórias em quadrinhos brasileiras, ganhando destaque a webcomics dos Combo Rangers, criados por Fábio Yabu que tiveram três fases na internet (Combo Rangers, Combo Rangers Zero e Combo Rangers Revolution, que ficou incompleta), uma minissérie impressa e vendida nas bancas (Combo Rangers Revolution, Editora JBC, 2000, 3 edições), ganhando, posteriormente, uma revista mensal pela mesma JBC (12 edições, Agosto de 2001 a Julho de 2002) e, posteriormente, pela Panini Comics (10 edições, Janeiro de 2003 a Fevereiro de 2004) e os Amigos da Net, criados por Lipe Diaz e Gabriela Santos Mendes, premiados pela Expocom e veiculados pelos portais Ibest e Globo.com.


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